Fandango
Dança rápida e sapateada, fortemente ritmada, acompanhada em geral de guitarra, castanholas ou acordeão. Originária da Espanha, e comum na América espanhola, adquiriu feição própria em Portugal e no Brasil, onde o nome se aplica a uma série de danças folclóricas rurais, com diferentes coreografias.
“O Fandango é uma dança de origem espanhola, ‘viva’, dançada individualmente ou por par solista, apresentando sapateado, castanholas, meneios, requebros, acompanhada de guitarra e canto, rica em sensualismo e agilidade”. (GIFFONI, 1982). O fandango foi dançado nos salões aristocráticos desde o século XVIII, na Europa e, depois na América, proveniente de danças populares da idade média. Dantas apud Roderjan (1981), conta que o fandango era dançado em Lisboa no séc. XVIII, do paço dos reis às vielas da mouraria e que este era dançado principalmente ao norte de Portugal, de onde vêm muitos portugueses para o Paraná. Seu desprestígio, ocorreu devido às proibições das ordenanças reais e as censuras eclesiásticas, que o consideravam licencioso e herege.
Características
As danças do fandango podem ser valsadas/bailadas – arrastando-se os pés ou batidas/sapateadas. As valsadas são uma espécie de valsa lenta, em que cada dançarino baila em geral com o mesmo para, mais se arrastando do que dançando. As batidas se caracterizam pelo sapateado forte e barulhento, batido a tamanco ou sapato no soalho, que abafam quase que completamente a música do conjunto, que é feito exclusivamente pelos homens. Os sapateados finais são chamados de arremate e segem-se ao grito de um dos violeiros como sinal para indicar o fim de qualquer marca: “Ô de casa ! ” A esse sinal as mulheres saem da roda e os homens batem o arremate. As marcas valsadas também são intercaladas depois de duas ou três batidas para descanso dos dançarinos. Aos dançarinos denomina-se folgadores e folgadeiras, por que dançavam geralmente na folga do sábado para o Domingo. Também era dançado nos sítios quando terminavam os trabalhos de roçado ou plantação.
Vários autores se referem ao fato de o fandango ter animado os festejos do paço de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, as festanças palacianas, as altas classes de estanceiros gaúchos, até 1840. Depois se recolheu às estâncias e fazendas (dançado pelas famílias), aos sítios, povoados e aos galpões dos peões do Rio Grande do Sul.
No oeste e sudoeste do Paraná, os Centros de Tradições Gaúcha (CTG), divulgam as danças que já foram comuns no Paraná, fazendo aproveitamento folclórico do que restou das danças dos antigos fandangos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário